Artigo no Estadão reforça alerta sobre reajustes indevidos de preços

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Em artigo publicado no Estadão em 30 de agosto de 2026, sob o título “Desinformação sobre reforma tributária pode pressionar inflação”, o economista Claudio Adilson Gonçalez — diretor-presidente da Vértice Macroeconomia e ex-subsecretário do Tesouro Nacional — chama a atenção para um risco que consideramos relevante para as operações de nossos clientes.

Segundo o autor, a maior transparência do novo sistema tem gerado leituras equivocadas sobre o tamanho da carga tributária, porque a alíquota estimada do IVA é calculada “por fora”, enquanto ICMS e PIS/Cofins são calculados “por dentro”. A comparação direta entre esses percentuais distorce o quadro. Em exemplo apresentado no artigo, uma mercadoria de R$ 100 sujeita a ICMS de 18% e PIS/Cofins de 9,25% carrega, convertida para a mesma base do IVA, carga de cerca de 34,4% — superior aos 28% estimados para CBS e IBS.

A advertência central é que empresas mal-informadas, ou oportunistas, tentem incorporar aos preços uma elevação de carga que, para boa parte dos produtos industrializados, não ocorrerá. Daí a importância do trabalho preventivo neste período de transição.

Recomendamos:

  • revisão das cláusulas de reajuste e de repasse tributário nos contratos de fornecimento;
  • exigência de memória de cálculo que comprove o impacto tributário alegado pelo fornecedor;
  • simulação do efeito da reforma sobre os preços de compra e de venda da própria operação;
  • orientação das equipes comercial, fiscal e de compras quanto à nova sistemática.

Nossa equipe está à disposição para conduzir essa análise e apoiar as negociações com fornecedores.

Caso tenha interesse em obter maiores informações sobre este tema, por favor, entre em contato com a área tributária do nosso escritório pelos seguintes e-mails: dalton@ped.adv.br, luizballen@ped.adv.br ou ellen@ped.adv.br.

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