Renegociação de aluguéis em tempos de pandemia

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Segundo o jornalista Ancelmo Gois de O Globo, a Arcos Dourados, holding controladora da maior franquia de McDonald’s do mundo, encaminhou correspondência aos proprietários de imóveis que aluga informando que se isenta do pagamento dos alugueres mínimos ou fixos em razão da redução de faturamento causado pela pandemia. Manterá apenas o pagamento de aluguel percentual do faturamento.

Em que pese ser uma rede multinacional atuante em 20 países, sólida e capitalizada, adotou tal medida para contenção de despesas em razão da perda de faturamento diante da necessidade de isolamento social enfrentado por todas as economias mundiais, ainda mais no setor de alimentação.

Do ponto de vista econômico, para a empresa a medida se apresenta correta. Entretanto, desconsidera a outra ponta onde está o proprietário do imóvel locado, que neste momento é penalizado pela redução abrupta do seu recebimento e que certamente terá efeitos na cadeia financeira que possui atrás de si, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

É compreensível que a redução de custos se faz necessária para preservação do negócio e que a parte credora (locador) tenha que fazer concessões para manter o seu contrato. Contudo, em uma negociação paritária, se na crise ambas as partes devem suportar juntas a carestia, na bonança ambas as partes devem usufruir dos lucros. E, de acordo com a matéria divulgada, não se tem notícia de que a Arcos Dourados tenha ofertado aos seus senhorios qualquer compensação quando os bons tempos voltarem.

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